Dias Perfeitos

Imagem retirada do site livrariasaraiva.com.br
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Oi, pessoal!

Como eu disse no meu último post, eu gostei muito de ler o livro sobre o qual vamos falar hoje, foi uma leitura de poucos dias e é um livro #TemQuezão!

Conversando com um professor da faculdade, Francisco Maciel (sim, o mesmo que fez com que surgisse nossa ideia de colocar o #TemQue no site), recebi uma sugestão de Próxima Leitura que eu nem imaginava que seria o que foi (Oi?!?!). É que foi muito bom mesmo, eu não esperava tanto. Quando ele mencionou o nome do livro, Dias Perfeitos, eu apenas achei interessante, mas quando ele disse o nome do autor, Raphael Montes, deu um estalo na minha cabeça. Eu lembrei que havia comprado outro livro dele há 2 anos atrás chamado Suicidas. Prometo que vou postar sobre ele também. Fiquei muito interessado porque eu tinha gostado muito da sinopse do Suicidas, mas infelizmente eu fui passando outros livros na frente dele na minha fila de Próximas Leituras e acabei não lendo. Agora ele já está lá na frente de novo.

Então vamos falar de Dias Perfeitos! (ficou um trocadilho legal né? Hahahaha)

Começo apresentando Teodoro Avelar Guimarães, o personagem principal. Ele é um estudante de medicina de 22 anos. Logo no início do livro você já percebe que ele tem alguma coisa de diferente. Ele criou um vínculo, que foi crescendo durante o semestre, com um cadáver que é usado nas aulas de anatomia. Ele nomeou a cadáver de Gertrudes, nenhum outro nome que ele pensasse se encaixaria melhor que esse, segundo ele.

Téo é filho único e mora no Rio de Janeiro com a mãe e um golden retriever chamado Sansão. A mãe dele, Patrícia, é paraplégica e Téo sempre a ajuda, ele até vai à missa com ela. Um dia Patrícia pede que ele vá junto com ela a um churrasco. Téo diz que não quer ir, mas sua mãe insiste e ele acaba aceitando, mesmo que de má vontade.

Lá no churrasco ele conhece uma garota que chamou sua atenção. Clarice Manhães mexeu um pouquinho com Téo, ele sentiu um interesse muito grande nela, talvez pelo jeito despreocupado dela, pelo jeito de falar e, claro, pela forma como ele a percebia. Clarice está cursando História da Arte na faculdade e também dedica seu tempo para escrever um roteiro, o que ela realmente gosta de fazer.

Depois de conversarem por algum tempo, Téo decide ir embora e pede o celular dela dando a desculpa de que queria ligar para um taxi, mas na verdade ele liga para o próprio celular, para ter o número dela, e vai embora do churrasco. Só depois ele se pegou pensando como explicaria esse fato caso ligasse pra ela. Ele sentiu vontade de saber mais sobre aquela garota, queria conhecê-la melhor. Então ele bolou um plano.

Se depois de ler até essa parte no livro você não conseguir perceber que o Téo é uma pessoa com comportamentos e atitudes bem, eu diria, diferentes do convencional, você vai começar a ver isso agora. Como ele não queria contar que na verdade ligou para o celular dele ao invés de ligar para o taxi, ele bolou um plano, como eu já disse. Ele queria uma desculpa para reencontrar Clarice. Então vou contar o que ele fez.

Téo ligou para Clarice de um telefone público, dizendo que estava fazendo uma pesquisa para o IBGE. Perguntou tudo o que queria, idade, sobrenome, faculdade, período, horário em que estudava…e depois de perguntar tudo o que ele queria saber e que o ajudaria a levar até ela, ele decide ir até a faculdade dela, UERJ, pra ver se esbarrava com ela. Lá ele é informado de que há turmas de férias, porque já é fim de ano. Mesmo assim ele acaba encontrando Clarice com uma amiga. O que podemos observar aqui sobre o comportamento dele que eu já comentei, é que Clarice ria de alguma coisa que a amiga tinha falado e isso despertou um sentimento de inveja nele, ele também queria fazer a Clarice rir (meio estranho né? Mas vamos continuar).

Depois de encontrar as duas, ele decide (olha isso!) começar a segui-las (muito normal né?). Vou continuar pra mostrar que isso não é nada. Ele seguiu as amigas até o metrô mantendo uma distância segura. Desceu em Botafogo ainda seguindo as duas e quando elas entraram num ônibus em direção ao Jardim Botânico, ele entrou num taxi e pediu para o taxista seguir o ônibus, tipo aquelas perseguições de cinema. Elas desceram e foram para um parque. Téo continuou mantendo distância e permaneceu escondido atrás de uma árvore, vendo Clarice e a amiga tirando fotos. Ele desejava ver as fotos, queria ver até as que elas excluíram (mais uma característica um pouco estranha desse personagem). Ele fotografava Clarice com os próprios olhos.

Só quando as amigas se despediram que ele reparou que, ao todo, dez horas haviam se passado. Ele seguiu Clarice até a casa dela e anotou o endereço. Depois voltou pra casa, tomou um banho, se trocou e saiu com uma ideia na cabeça: ele amava Clarice, precisava ser amado de volta (a normalidade em pessoa!!!).

Ele dirigiu até a casa da Clarice, estacionou o carro em um lugar que pudesse observar. Depois de algumas horas um homem parou um carro em frente a casa dela e, juntos, Clarice e o homem seguiram para a Lapa e entraram na Sala Cecília Meireles de mãos dadas, onde haveria uma Orquestra Sinfônica Brasileira Jovem – Concertos da Juventude. Téo pensou em ficar do lado de fora esperando. Não queria ver Clarice beijando outro homem. Ele ficou irritado e achou ofensivo ver os dois entrando de mãos dadas (pois é, ele achou ofensivo!), mas, por fim, acabou pagando pelo ingresso e entrou para assistir.

Lá dentro ele viu Clarice junto com a amiga que estava com ela mais cedo naquele dia, mas nem sinal do homem que entrou com ela. Só depois que o concerto começou que ele viu que o homem estava em meio à orquestra, tocando violino.

Depois da apresentação, os três foram para um bar, e Téo continuou seguindo os passos de Clarice (o cara não cansa!). Depois de um tempo o homem que estava com Clarice e a amiga foi embora. Mais um tempo depois, Clarice saiu do bar com a amiga. Clarice estava bêbada. Téo a viu fazendo algo que ele achou revoltante, mas ainda assim não se aproximou para impedir. A amiga foi embora num taxi e Clarice achou um cantinho no chão (sim, na rua) para dormir. Então Téo decidiu se aproximar e levar Clarice para a casa dela. Ele já sabia o caminho, ela não precisaria falar.

Lá ele foi surpreendido pela mãe de Clarice, que perguntou quem ele era, ao que Clarice respondeu “é meu namorado, mãe” e ainda disse para ele que se veriam no dia seguinte. Téo voltou pra casa com isso na cabeça (que ela disse que ele era seu namorado e que se veriam no dia seguinte), então no dia seguinte ele resolveu comprar um presente e ir visitar Clarice. Ele vai até a casa de Clarice e é pego de surpresa, pois ela está arrumando as malas pra ir viajar e escrever o roteiro no qual veio trabalhando.

Téo pede que ela fique e confessa seus sentimentos por ela. Clarice diz de uma forma bem legal e amigável que eles podem tentar ser amigos e pega Téo desprevenido dizendo coisas que ele nem pensava que ela sabia. Téo insiste e Clarice é obrigada a deixar o jeito amigável de lado e dizer de uma forma bem clara que não queria nada com ele. A recusa faz com que Téo fique revoltado e isso faz com que ele decida fazer uma coisa que vai dar início a uma história de tirar o fôlego.

Foi muito bom mergulhar de cabeça nessa história de amor doentio e possessivo. Téo é um personagem muito bem estruturado, seus pensamentos dizem muito sobre quem ele é. Só pra você ter uma ideia, se você assiste ou já assistiu uma série de TV chamada The Big Bang Theory, muito provavelmente sabe quem é Sheldon Cooper. Agora imagine um Sheldon Cooper com seu protocolo social e inteligência, só que malvadinho (digo malvadinho pra ser legal com Téo hahaha). Muitas vezes me peguei pensando nisso enquanto lia, em como Téo (pra mim) poderia se associado a um Sheldon com um perfil doentio, inconsequente e sem escrúpulos para o bom senso (e bem malvadinho hahaha). Mergulhe de cabeça nessa história você também e descubra as coisas que um amor doentio e possessivo é capaz de fazer. Até onde o amor pode te levar? O que você faria para ter quem você ama? E se a pessoa não te quisesse?

Foto retirada do site skoob.com.br
Foto retirada do site skoob.com.br

Acho que deu pra reparar que é uma história que se passa no Rio de Janeiro né? Isso se deve ao fato de o autor ser brasileiro. Esse autor com certeza vai acrescentar muito à literatura brasileira, porque ele escreve de uma forma que há muito tempo eu não via (lia) um brasileiro escrever, e é ótimo a literatura nacional estar crescendo, fico realmente muito contente!

Fiquei um pouco impressionado com algumas informações sobre o autor (que vieram no próprio livro) e vou dividir com vocês. Raphael Montes nasceu em 1990, no Rio de Janeiro. Suicidas, que é o primeiro livro dele (que eu falei lá no começo do post que eu comprei) foi finalista do prêmio Benvirá de Literatura (2010), do prêmio Machado de Assis (2012) e do prêmio São Paulo de Literatura (2013). Muito bacana né?

É isso por hoje. Espero que o post tenha despertado a curiosidade de alguém. Se você já leu o livro, conte pra nós o que você achou. Se você sentiu vontade de ler, comente também! Diga o que achou do post e da história.

Obrigado pela atenção, um abraço e até o próximo post!

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Especificações técnicas:

ISBN: 8535924019

ISBN-13: 9788535924015

Idioma: português

Encadernação: Brochura

Edição:

Ano de Lançamento: 2014

Número de páginas: 280

Editora: Companhia das Letras

Fonte: Livraria Cultura

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Fascinado pelo Mundo de Magia e Bruxaria criado por J.K. Rowling e louco pelos romances policiais de Harlan Coben, JP está realizando seu sonho de criar sua própria biblioteca em casa e agora sonha em publicar um de seus vários projetos já iniciados. É apaixonado por livros e deseja passar essa paixão adiante, tocando as pessoas com sinceridade, diversão e cultura.
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Um comentário em “Dias Perfeitos

  • 8 de Maio de 2017 em 12:27
    Permalink

    Adorei o livro, me deixou bastante pensativa. Recomendo!

    Resposta

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