A Vez de Morrer

Vocês já tiveram a impressão ao ver uma novela ou um filme que retrata a vida de jovens cheia de acontecimentos, emoções e pensaram “essas coisas não acontecem na vida real! Pelo menos não na MINHA vida real …” Eu tenho essa impressão toda vez ! Se eu sou a única, então a minha vida é chata pra caramba se comparada com a dos outros hahahahaha Agora, se eu não estou sozinha nessa, e algumas (não precisa ser muitas!) pessoas estiverem no mesmo barco que eu, leia esse post!

Estou falando isso tudo, porque foram os principais pensamentos que me ocorreram ao terminar de ler o livro “A Vez de Morrer” de Simone Campos. Em minha opinião, esse livro se define por uma palavra: Realista. O que quero dizer com isso é que a história retratada não é cheia de acontecimentos e fortes emoções a cada virada de página, até por que a nossa vida (pelo menos a minha) não é assim! Não estou pintando a vida como uma monotonia constante, é claro que existem momentos dela que pensamos “achava que isso só acontecesse em filmes” ou coisas que nos emocionam, mas não é a todo o momento e isso é basicamente o que acontece no livro.

Bom, vamos à história do livro pra vocês entenderem o que eu estou falando! A personagem principal é uma jovem, com seus vinte e poucos anos, nascida e criada na classe média do Rio de Janeiro, lugar este onde a história se passa. Ela trabalha com design, não de roupas ou de casas, mas de panfletos, ações comerciais e coisas desse tipo e ela acabou de voltar de uma temporada de estudos no Canadá. Izabel, ou Izzy, como é chamada pelos mais íntimos, mora com a sua mãe, Marta, que é divorciada do pai de Izabel. Elas não possuem um relacionamento perfeito, mas convivem bem, tendo apenas alguns momentos de confronto quando palavras não ditas no dia a dia são finalmente ditas em voz alta.

O avô de Izabel, pai de Marta, morre e deixa o sítio em que vivia em Araras – RJ para a família. Izabel passa a ir para lá todo o fim de semana que tem disponível. No começo ela vai para deixar o sítio mais habitável, pois desde a morte do seu avô o sítio foi deixado às moscas e não estava em bom estado; depois que o serviço braçal acaba, ela passa a ir para descansar e passar um tempo sozinha. Algumas palavras ditas pelo narrador que descrevem bem o momento em que Izabel se encontra são: “Seu avô era sozinho por opção. Alguém tinha que ocupar a solidão que a morte tinha deixado vaga”. O sítio foi comprado pelo seu avô por uma pechincha, mas após alguns anos pessoas famosas passaram a comprar casas em Araras e a região se tornou muito valorizada, o que fez com que o valor do sítio aumentasse drasticamente.

A vida amorosa de Izzy também não é nenhum mar de emoções, intrigas, desilusões e paixões cegas! Ela possui atração tanto por homens quanto por mulheres, e não possui um relacionamento sério. Na verdade ela detesta se sentir dominada por alguém; sentir que tem que ser o porto seguro de alguém quando ela mesma não consegue ser o próprio porto, então toda vez que ela percebe que o inevitável está acontecendo e a pessoa com a qual ela se relaciona está começando a se envolver, ela se afasta sem dar muita explicação, ou até mesmo nenhuma.

Em alguns pontos do livro a vida de Izabel deixa de ser o ponto central da história e um narrador indeterminado conta um pouco sobre a vida de Eduardo, que tem mais ou menos a idade de Izzy e é nascido e criado em Araras; ele possui uma lan house / vídeo locadora e trabalha nela sempre que está disponível. Sua irmã, Talita, mãe de Bernardo, o ajuda na administração e cuidando da loja em seus turnos. Eu vou ser franca, desculpe se eu contar algum spoiler, mas é que eu tenho que compartilhar a minha revolta! A história de Eduardo começa a ser contada absolutamente do nada! O leitor não entende de onde ele saiu, e por que sua história é relevante, já que ele não tem nenhuma ligação com a personagem principal, além de também viver em Araras, porém em uma parte as histórias dos dois se cruzam, mas chega! Não vou contar o que acontece entre essa relação! Eu tinha que falar isso porque nesse momento foi um dos poucos em que senti um pouco de emoção ao ler!

Eu encarei a história como sendo a busca de Izzy pela sua independência e auto descoberta. Não sei se foi isso que a autora quis nos passar, mas foi a minha percepção.

Acho que esse é o essencial da história. Como aqui eu falo das minhas impressões sobre a leitura, eu me sinto na obrigação de adverti-los que essa não é uma leitura que pode ser classificada como envolvente. Em minha opinião a escritora poderia ter nos contado um pouco mais da história da personagem para podermos conhecê-la um pouco melhor, como, por exemplo, sobre sua temporada no exterior e um pouco mais sobre a infância dela. O que eu gostei é que esse foi um dos poucos livros que eu já li em que a história é fiel à realidade e, devido ao fato da história se passar no nosso tempo e no país em que vivemos, então muitas coisas retratadas, como, por exemplo, lugares, hábitos, gírias e coisas do gênero, nós temos referências no nosso dia a dia.

Espero que tenham gostado e até o próximo post ;)

Beijos ;*

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Cultura Saraiva Submarino 
Especificações Técnicas

Especificações técnicas:

ISBN: 8535924590

ISBN-13: 9788535924596

Idioma: português

Encadernação: Brochura

Edição: 1ª

Ano de Lançamento: 2014

Número de páginas: 256

Editora: Companhia das Letras

Editora: Companhia das Letras

Fonte: Livraria Cultura

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