O Doador de Memórias – Filme

Imagem retirada do site tudoorna.com
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Oi, pessoal! Como vocês estão? Tem alguém aí pensando em assistir ao filme O Doador de Memórias? Hummm. É sobre ele que vamos falar hoje. Talvez eu solte um ou outro spoiler nesse post, então se você está apenas interessado na história, clique aqui para ver o post sobre o livro.

Quem acompanha a gente pelo Twitter (@CultProxLeitura) deve ter lido como eu me senti em relação ao filme. Sempre que eu vou ver uma adaptação no cinema, gosto de ir com a mente aberta e pensar “é uma adaptação, não espere algo idêntico ao livro” porque nunca é idêntico ao livro e acredito que nunca será. O que acontece é que alguns filmes são mais fiéis ou não ao livro (ponto final).

Confesso pra vocês que eu fiquei muito, muito, muito decepcionado com o filme. Mudaram muita coisa! E não foram mudanças pequenas, foram coisas grandes! Quando eu vi o trailer do filme, já reparei que tinha muita coisa diferente, até comentei isso no post do livro. Bom, matei minha curiosidade.

Como o livro é num futuro distante, acrescentaram mais tecnologias ao filme, que não existiam no livro. Acho que fizeram isso para mostrar que é bem no futuro mesmo sabe? O livro é de 1993, então eu até que aceitei isso porque não sei se tinha como imaginar essas coisas naquela época.

Falei que a parte da tecnologia eu aceitei, isso significa que tem coisas que eu não aceitei. Então…Quando as crianças passam pela Cerimônia de Doze, elas recebem Atribuições, que são, usando outra palavra, profissões. Pra início de conversa, são sempre (ou quase sempre) 50 crianças, nunca mais que isso, pode até ter menos, mas mais não. Esse número existia pra controlar quantas crianças-novas vão nascer e é um número é fixo, desde sempre. Ok, no filme o número de crianças ultrapassou 50. Tudo bem, isso também passa. Só que na Cerimônia de Doze as Atribuições foram diferentes das Atribuições do livro e isso pra mim foi inaceitável! O amigo do Jonas, Asher, recebeu uma atribuição que envolvia recreação, o que não tem relação nenhuma com a Atribuição do filme, que é pilotar “aviões”. A Fiona, outra amiga do Jonas, que no livro recebeu uma Atribuição que envolvia cuidar de idosos, no filme ficou com a Atribuição de cuidar de crianças-novas.

Os lugares frequentados mudaram, o plano final foi diferente, as memórias foram diferentes, alguns procedimentos foram diferentes, a forma de receber as memórias foi diferente…e alguém pode me explicar o que foi a Taylor Swift nesse filme? Sério, muito desnecessário. Minha opinião. Nada contra a cantora, mas realmente achei desnecessária a participação dela. Ela deu uma entrevista (essa entrevista está no fim do livro, pra quem quiser ler) falando de como era o papel dela, como foi atuar com atores como Meryl Streep e Jeff Bridges e inspirações que ela buscou para fazer o papel da Rosemary…cara, ela não fez nada demais no filme. Outras atrizes poderiam fazer o que ela fez, não entendi…fãs da Taylor, não me odeiem, mas essa participação dela no filme não é lá tudo isso.

Enfim, percebi que as pessoas que não leram o livro ficaram meio confusas com algumas partes do filme que não foram bem explicadas. Já as pessoas que leram o livro, essas ficaram a todo momento se perguntando “como assim?”, “por que isso?”, “isso não era assim, era?”, “o que fizeram com a história?!”…entre outras coisas. Acho que pegaram só o tema principal da história do livro e montaram uma parecida para o filme. Isso pra mim faz mais sentido e não deixa de ser uma adaptação…mas nunca fiquei tão frustrado com um filme. Sério.

Quem quiser ver o trailer:

É isso, pessoal. Desabafo feito. Minha dica é: assista ao filme antes de ler o livro. Se você já viu o filme, conte pra mim o que você achou aqui embaixo nos comentários. Queria saber se só eu fiquei assim com o filme ou se tem mais pessoas que dividem comigo esse sentimento de frustração e decepção.

Obrigado pela atenção!

Um abraço e até o próximo post!

JP
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JP

Fascinado pelo Mundo de Magia e Bruxaria criado por J.K. Rowling e louco pelos romances policiais de Harlan Coben, JP está realizando seu sonho de criar sua própria biblioteca em casa e agora sonha em publicar um de seus vários projetos já iniciados. É apaixonado por livros e deseja passar essa paixão adiante, tocando as pessoas com sinceridade, diversão e cultura.
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