Lançamentos de Junho – Editora Rocco

Oi, pessoal! Tudo bem? Hoje vamos continuar a falar dos lançamentos de junho e a editora da vez é a Editora Rocco! Então vamos conhecer quais são os livros que a Editora Rocco separou para este mês!

 

Resenha Vidas Reinventadas Boris Fishman Capa LivroVidas Reinventadas – Boris Fishman

Aclamado romance de estreia do russo radicado nos Estados Unidos, Boris Fishman, Vidas Reinventadas é um livro sobre família, Holocausto, os limites entre a ficção e a realidade. Com uma linguagem fluida e elegante e uma história cheia de desvios e nuances, Fishman apresenta o protagonista e alter-ego Slava Gelman, um aspirante a escritor da revista Century.

Descendente de judeus russos que imigraram para os Estados Unidos quando ainda era criança, Slava vem se distanciando da família que vive no Brooklyn para se tornar mais americano e fazer algum sucesso escrevendo na América. Isso começa a mudar após a morte de sua avó – uma sobrevivente de um gueto nazista em Minsk – e de um pedido inusitado de seu avô: forjar um relato de como a avó sobrevivera à guerra.

Dois dias antes de morrer, a avó recebera pelo correio um formulário do governo alemão em que sobreviventes do Holocausto deveriam relatar suas histórias a fim de receberem uma indenização. Sua avó não falava sobre o assunto e nunca escreveu a carta. Seu avô, também um sobrevivente, não se enquadrava exatamente nos critérios do governo alemão para se candidatar: fugiu para o Uzbequistão no início da guerra, nunca esteve em um gueto ou um campo de concentração.

A princípio relutante, Slava acaba cedendo e escreve um relato para ser enviado no nome do avô. Em seguida, começa a escrever para toda uma comunidade de velhos imigrantes judeus da União Soviética, entrando de cabeça em um turbilhão de histórias – inventadas – sobre o Holocausto ao mesmo tempo que se reconecta com sua avó, suas origens e o restante de sua família. Tratando de temas muito sérios com humor, ironia e até mesmo aspereza, Boris Fishman nos apresenta questões sobre a verdade, a justiça e a história.

Com personagens tão humanos e verossímeis que quase podemos ouvi-los falando, Vidas reinventadas aborda temas sensíveis sem vitimização, o que confere profundidade à história. Aclamado pela crítica e carregado de referências literárias, desde Dostoiévski e Tolstói até García Márquez e música pop russa, o livro é repleto de jogos de linguagem, discutindo as limitações da língua adquirida, os contrastes com a materna, com pitadas de hebraico e ídiche.

 

Resenha Cozinha à Prova de Ratos Saira Shah Capa LivroCozinha à Prova de Ratos – Saira Shah

O momento de júbilo pelo nascimento de uma criança pode ser muito breve. É o que descobrem, atônitos, os pais da pequena Freya, ao saberem que a filha recém-nascida sofreu uma irreversível paralisia cerebral. Para sobreviver às frequentes convulsões e graves problemas respiratórios, a menina precisa de acompanhamento e supervisão constantes. O casal precisa decidir, em poucos dias, se a filha seguirá com eles para casa ou se a entregarão à assistência social britânica. O choque inicial dos pais, logo após a cesariana de emergência, e a reação dos amigos e dos médicos são descritos em velocidade atordoante no primeiro capítulo de Cozinha à prova de ratos, romance de estreia da premiada documentarista inglesa Saira Shah.

Embora a autora ressalte que a abertura do livro é o único trecho calcado na vida real, como os protagonistas do romance, Saira Shah e seu marido trocaram Londres pelo interior da França depois do nascimento da filha, em busca de melhor qualidade de vida. No entanto, ao contrário da ficção, jamais imaginaram deixar a menina em qualquer instituição – um dilema que angustia o personagem Tobias, um músico especializado em trilhas sonoras para cinema, casado com a chef Anna, que pretende montar uma escola de culinária no casarão que eles compram no Languedoc. O sofrimento dos pais, em função dos problemas de Freya, é contrabalançado pelo convívio com vizinhos e visitantes que os ajudam a aclimatar-se à região. Entre eles estão a moralista e excêntrica mãe de Anna, cuja presença é uma irritação permanente para a filha e o genro, o jovem faz-tudo, sempre pronto a resolver os problemas da casa e do casal, uma adolescente hippie, envolvida em diversos rituais de homenagem à natureza e sem a menor disposição para qualquer trabalho, o velho caçador que participou da Resistência aos nazistas na Segunda Guerra Mundial.

A mudança de um centro urbano para o interior mostra-se mais complicada do que imaginavam Anna e Tobias já que as soluções habitualmente à mão nas cidades grandes – como exterminadores de roedores ou quem conserte um telhado – inexistem nos arredores da imensa propriedade que eles adquiriram a preço ínfimos sem saber que não contariam sequer com abastecimento de água. Conquistados pela espetacular visão de colinas cobertas de plantações de lavanda e, ao longe, as neves eternas dos Pireneus, em um dos lados, e no outro, bem distante, “o brilho longínquo do Mediterrâneo”, eles enfrentam a restauração não projetada da casa. Enquanto se afeiçoam aos vizinhos e aos hóspedes ocasionais, Anna transborda de paixão por Freya, apesar da resistência de Tobias, relutante a se render aos encantos da menina, que pouco enxerga, não fala, mas sorri e responde a estímulos carinhosos dos pais.

Anna e Tobias precisam deixar de lado a arrogância dos que vêm das metrópoles, observando e se entregando aos encantos da simplicidade para não sucumbir à falta dos confortos a que se habituaram. Aos poucos, percebem o quanto estão despreparados para o inesperado. Ao longo de quase um ano, eles aprendem a cultivar a tranquilidade, entregando-se ao ritmo do lugar, encontrando espaço dentro do cenário que escolheram para o resto de suas vidas, ao lado de Freya.

 

Resenha Eu Você e a Garota Que Vai Morrer Jesse Andrews Livro CapaEu, Você e a Garota que Vai Morrer – Jesse Andrews

Greg Gaines é socialmente invisível, Earl Jackson vem de um lar desajustado e Rachel Kushner tem câncer, mas Eu, você e a garota que vai morrer está longe de ser mais um dramalhão lacrimoso. Subvertendo clichês, o autor Jesse Andrews oferece um romance de formação que, com um estilo pop e original, consegue juntar irreverência e sensibilidade ao tratar dessa coisa maluca chamada morte.

Manter-se alheio a grupos e tribos é a estratégia de sobrevivência adotada por Greg em meio à caótica fauna adolescente – e são poucos os gordinhos que, como ele, conseguem chegar incólumes ao último ano da escola. Sua única companhia razoavelmente constante durante esse tempo tem sido Earl, o baixote de boca suja ao lado de quem descobriu um tesouro dentro de casa: a coleção de DVDs do pai. Desde que se depararam com a expressão insana do ator Klaus Kinski na foto da capa de Aguirre, a cólera dos deuses, os dois vêm assistindo a centenas de filmes e produzindo juntos suas próprias versões dos preferidos (muitas vezes estreladas por Cat Stevens, o gato da família).

Quando Rachel, uma colega de classe, é diagnosticada com leucemia, Greg se vê obrigado a repensar os conceitos de sua calculadamente minimalista vida social. Porque sua mãe, cuja especialidade é vencer qualquer duelo verbal, acha que ele deve se aproximar da menina para tentar fazê-la se sentir melhor durante o tratamento. Assim, após constrangedores momentos de silêncio e piadinhas nervosas de gosto duvidoso, o rapaz descobre que os vídeos toscos realizados em parceria com Earl, aqueles que eles haviam jurado jamais mostrar a alguém, são a maneira mais eficaz de levar um pouco de alegria ao dia a dia de Rachel.

O que surge a partir daí, no entanto, não é uma história de amor e superação capaz de desafiar as forças da natureza – pelo contrário: Eu, você e a garota que vai morrer aborda questões como perda e amadurecimento por meio de uma narrativa realista, sincera e engraçada. Como uma espécie de O apanhador no campo de centeio da geração Z, o romance mergulha fundo na alma dos jovens para criar uma voz que tem o poder de cativar leitores de todas as idades.

O livro foi adaptado para a tela grande pelo próprio Andrews em um longa-metragem que, com direção de Alfonso Gomez-Rejon, acaba de ganhar os dois principais prêmios (do público e do júri) em Sundance, o mais importante festival dedicado ao cinema independente. Idiossincrática e fascinante, é uma obra de coração leve e alma cult que está conquistando o mundo.

 

Resenha Um Romance Grego Yvette Manessis Corporon Capa LivroUm Romance Grego – Yvette Manessis Corporon

A encantadora ilha grega de Erikousa é o cenário de Um romance grego. Era no lugarejo que Daphne costumava passar todas as férias na infância e na adolescência. Agora, adulta, viúva e prestes a se casar novamente, a renomada chef retorna à ilha. Ela reencontra Yia-yia, a avó com quem dividiu os melhores verões de sua vida. Acompanhada da filha Evie e da prima Popi, que mora na ilha vizinha, Daphne aos poucos deixa para trás a atribulada rotina de Nova York e entrega-se à vida tranquila de Erikousa e às velhas histórias de família.

Daphne nasceu e cresceu nos Estados Unidos, para onde os pais mudaram-se para tentar uma vida melhor. Mesmo morando na América, eram gregos os hábitos e costumes mantidos tanto em casa quanto na lanchonete dos pais. Quando se envolveu com o americano Alex, Daphne sentiu como se os pais tivessem reunido toda a ira dos deuses da terra de seus ancestrais. Apesar das ameaças, ela não abriu mão do relacionamento e ganhou os pais pelo cansaço – e pela dedicação de Alex, que aprendeu o idioma e tudo que conseguiu sobre a cultura grega.

Isto tudo, porém, fazia parte do passado. Tanto os pais quanto Alex estavam mortos. Daphne estava em Erikousa para se casar novamente, desta vez com Stephen. Ele havia insistido para que o casamento fosse realizado em Nova York, com tudo que tinham direito, mas Daphne quis que a avó estivesse presente e isso só seria possível se o casamento fosse realizado na ilha. Como se tivesse se livrado da vida sonâmbula que leva em Nova York, Daphne volta a sentir graça nas coisas simples da vida, como os almoços preparados pela avó e servidos sob a oliveira no pátio de casa.

A leveza da rotina de férias só é interrompida quando a protagonista encontra o novo morador de Erikousa, Yianni, um pescador quarentão, cheio de mistérios e que demonstra ter sua avó como melhor amiga e conselheira. Em segundos ele consegue deixar Daphne furiosa com seus comentários. Ela não consegue entender por que a avó gosta tanto de um sujeito tão grosseiro. Ironicamente, é justamente Yianni que vai revelar a Daphne o único segredo que a avó nunca lhe contou.

Um romance grego conduz os leitores por diversas histórias simultaneamente, mesclando as lembranças dos verões passados por Daphne na Grécia, a vida da protagonista na América, a volta à ilha para o casamento e as memórias deYia-yia da época da Segunda Guerra Mundial.

 

Resenha Minha Sexlist Joanna Bolouri Livro CapaMinha Sexlist – Joanna Bolouri

Sabe aquela tradicional lista de fim de ano com resoluções e promessas do tipo: parar de fumar, entrar na academia, começar a dieta, arrumar um novo emprego? Esqueça. Além de ultrapassada, não é nada original. Em Minha sexlist, a protagonista Phoebe Henderson decide superar o traumático fim de uma relacionamento com uma determinação de ano novo inusitada e apimentada:  uma agenda sexual para homem nenhum botar defeito, espécie diário sexy, com o qual ela se propõe a realizar dez ousadias sexuais ao longo do ano. O resultado é um livro hilário e provocador, um chic lit da mulher contemporânea.

Com  o apoio da melhor amiga, Lucy, do tipo que não dispensa um flerte e com uma longa lista de parceiros no currículo, Phoebe estabelece as dez metas do desafio: falar sacanagem durante a transa, exercitar a masturbação, ter relações com um homem mais jovem, experimentar sexo anal, sexo ao ar livre,  sexo grupal, fantasias (encenações), sexo com um completo estranho, bondage e voyeurismo.

Phoebe acredita que sua vida sexual sempre foi de tentativa e erro. A antiga Phoebe, aquela que amava Alex, é tímida e submissa, além de sexualmente reprimida.  Para ela, a matemática é simples: se conseguir se livrar do seu “antigo eu”, não sentirá mais nenhuma falta do ex, que ainda atormenta seus pensamentos, e conseguirá seguir em frente.

O namorador Oliver ajuda Phoebe a cumprir a meta. Lindo e charmoso, ele e Phoebe se conhecem desde a época do colégio. São confidentes e gostam de passar o tempo juntos. Oliver adora pôr em prática os desafios propostos por Phoebe, sem qualquer envolvimento ou cobrança, apenas sexo. Oliver continua com suas conquistas (e não faz segredo para Phoebe), enquanto ela também arrisca experimentar suas fantasias com outros parceiros.

Mas é quando menos se espera que Phoebe descobre de forma surpreendente que o que ela procurava há tempos sempre esteve mais próximo do que ela imagina… Qual será então o maior desfio de Phoebe após a sexlist?

 

Resenha Entre Leitor e Autor Affonso Romano De Sant anna Capa LivroEntre Leitor e Autor – Affonso Romano De Sant’anna

Um livro de memórias, sobre aprendizagens do autor enquanto escritor e leitor e uma obra sobre o exercício da criação literária. Essas são as definições de Affonso Romano de Sant’Anna sobre Entre leitor e autor. A Editora Rocco decidiu ampliar o texto de Sedução da palavra (Editora Letraviva, 2000) em novas crônicas que fizeram surgir o novo livro.

Nos textos, Affonso Romano de Sant’Anna fala do lugar do poeta, do teórico, do cronista, do jovem escritor, do professor que é e foi. A posição de leitor e autor é simbiótica e torna as crônicas ainda mais prazerosas de serem lidas.

Episódios com Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Octavio Paz, Michel Foucault, Fernando Sabino, Clarice Lispector, Elizabeth Bishop e muitos outros são deliciosamente narrados nas crônicas que deixam transbordar a inquietude, a timidez e admiração do Affonso jovem leitor e escritor iniciante.

Imagine o que era para um jovem do interior e pretenso poeta já ter  se encontrado, por volta dos 17 anos, com Carlos Drummond de Andrade, poder dizer-lhe da admiração, ouvir as orientações, mostrar seus textos e ficar, mesmo ainda depois dos encontros, ainda sem saber onde enfiar as mãos (da escrita) ao encontrá-lo no elevador? “A mim parecia que o prédio do MEC tinha ficado da altura do Empire State Building, em Nova York.”

O escritor aspirante pode desejar ser um leitor ávido de Entre leitor e autor e ali vai encontrar muitos caminhos e sugestões, mas é preciso encará-lo com a mesma franqueza com que foi escrito.  Na crônica Os Riscos do Métier, por exemplo, o autor é taxativo: “A literatura é um sistema. Sistema com regras e leis e, como consequência, um sistema com punições e gratificações.” Ou “A arte não tolera mentira”. E ainda “O artista se empenha por adquirir sua linguagem e deve continuar a lutar para que ela não se transforme num recurso automático de expressão. Caso contrário, o artista será o imitador de si mesmo e, nesse caso, ele deixa de ser um criador”. Em Onde a Porca Torce o Rabo, descreve alguns aspirantes: “Pensam que escrevem, mas estão sendo escritos por uma linguagem que já existe.”

Ainda que críticas, as crônicas não devem esmorecer aqueles que pretendem investir na escrita. Até porque, o escritor apresenta a mesma sinceridade para dividir as inseguranças e inquietudes que perpassam o autor, revelando o seu lado leitor e fã sob várias nuances e em vários encontros. E com a medida que também é leitor, sabe a hora de interromper e prosseguir,  “pois aborrecer seu público é um risco que sobretudo o cronista deve evitar”.

 

Resenha Decifradores O Enigma do Pássaro de Fogo HL Dennis Capa LivroDecifradores: O Enigma do Pássaro de Fogo – H. L. Dennis

Brodie Bray sempre se sentiu um pouco deslocada, até receber, pelo correio, uma mensagem cifrada capaz de virar sua vida de cabeça para baixo. Quando o enigma, que na verdade é um convite, a leva para uma nova escola e um novo mundo repleto de quebra-cabeças e aventuras, Brodie ganha novos amigos, mas também novas responsabilidades. E logo se vê envolvida por códigos secretos, antigos manuscritos, novos mistérios e ameaças, enquanto tenta decifrar o código mais complicado de todos os tempos.

O enigma do pássaro de fogo é o primeiro livro da serie Decifradores, da britânica H. L. Dennis, que começa as aventuras de Brodie Bray e seus amigos com o pé direito, mostrando domínio e ritmo da narrativa dignos dos grandes mestres. No livro, ela apresenta aos leitores um grupo de aventureiros prontos para enfrentar os maiores desafios de suas vidas e desvendar mistérios que assombram seu passado.

Apaixonada por códigos, Brodie começa a descobrir um pouco mais sobre o passado de sua mãe, ao mesmo tempo que tem que se acostumar com a vida na escola de códigos em Bletchley Park. E junto com dois outros jovens, Hunter e Tusia, fica sabendo que agora faz parte do Grupo Veritas, preparado para decifrar os mais difíceis códigos que já foram criados, em especial o Manuscrito Voynich, um quebra-cabeça real que desafia decifradores há séculos.

O enigma do pássaro de fogo é um livro indispensável para todos os fãs de aventuras e mistérios. Repleto de ação e enigmas, o romance é uma estreia perfeita para uma série que veio para ficar. Uma obra para aqueles que gostam de ter a lógica desafiada tanto quanto a imaginação, e que abre o apetite para as próximas aventuras de Brodie e do Grupo Veritas.

 

Resenha Wicked Feitiço Nancy Holder e Debbie Viguié Capa LivroWicked: Feitiço – Nancy Holder & Debbie Viguié

Disputas, tragédias, lutas, batalhas, destruição, medo, caos e morte. Muitas mortes. Esse é o cenário de Feitiço, o quarto livro da série Wicked, que a Rocco publica pelo selo Jovens Leitores. Dando continuidade à jornada iniciada com Bruxaria,Maldição e Legado, a luta contra o mal é árdua e vai exigir muito das forças do bem. Tanto que na Confraria Tripla, em Seattle, Amanda Anderson se apega às últimas esperanças e só pode contar mesmo com a proteção da Deusa.

O desespero de ver amigos partindo de forma tão trágica aliado à sensação de impotência e exaustão no combate às forças da Suprema Confraria, liderada por sir William, quase fazem Amanda entregar os pontos e se render. Praticamente todas as pessoas que ela amava estavam mortas ou desaparecidas.

Michael Deveraux, pai de Jer e Eli, e líder da Confraria que carrega o sobrenome da família, tem a sua disposição pedras premonitórias capazes de executar ordens e uma magia extremamente poderosa capaz de aniquilar a Confraria Cathers. Ele, na verdade, já se sente vitorioso por ter a mais jovem descendente da linhagem, Holly Cathers, em seu poder, totalmente dominada por demônios e fora de si na maior parte do tempo. Agora sua única obsessão é transformá-la em serva e acabar com as irmãs Amanda e Nicole Anderson.

Enquanto isso, Luna, a Sacerdotisa-Mor da Confraria Mãe, recebe um aviso da Deusa. A missão: encontrar um Cahors para restaurar a sanidade de Holly na Cidade dos Demônios. É aí que surge Alex Carruthers, um jovem bruxo poderoso, que vai influenciar os rumos da Confraria e, principalmente, o destino de Holly.  A jovem bruxa é resgatada e recupera-se aos poucos. Mas sua relação com Jer permanece abalada.

A batalha final acontece numa noite de Lua dos Ventos. Jer, Richard, Alex, Tommy e Philippe, Pablo, Armand e Holly juntam forças para lutar pela sobrevivência. Mas o breve período de calmaria não é suficiente, e logo o grupo é surpreendido por novas rupturas, que servem de gancho para o quinto e último livro da série.

 

Resenha O Cachorro e Seu Menino Eva Ibbotson Capa LivroO Cachorro e Seu Menino – Eva Ibbotson

Autora de títulos já considerados clássicos da literatura infantojuvenil, a austríaca Eva Ibotson repete as doses de talento e encanto que marcam seus romances em O cachorro e seu menino. O livro – cujas últimas provas foram revisadas pela autora pouco antes de sua morte, em 2010, aos 85 anos – conta a história de Hal, um “pobre menino rico” cujo maior sonho é ter um cachorro. Em seu aniversário de 10 anos, ele finalmente realiza seu desejo, que atende pelo nome de Pintado, um simpático Tottenham Terrier com uma pinta dourada no olho esquerdo. Hal só não imaginava que Pintado fora alugado por seus pais por um fim de semana apenas. Disposto a tudo para não se separar mais de seu melhor amigo, o garoto resolve resgatar Pintado e embarca numa emocionante e divertida aventura.

 

Resenha Flávia e o Bolo de Chocolate Miriam Leitão Capa LivroFlávia e o Bolo de Chocolate – Miriam Leitão

Em meio aos questionamentos da pequena Flávia sobre a sua pele marrom – tão diferente da pele branquinha da mãe –, a premiada jornalista Míriam Leitão aborda temas delicados como adoção e questões raciais de forma sensível e lúdica para os pequenos. Com belas ilustrações de Bruna Assis Brasil, a autora, ganhadora do Prêmio FNLIJ 2014 na categoria Escritor Revelação por seu livro infantil de estreia, A perigosa vida dos passarinhos pequenos, mostra que o mundo é feito de diferentes cores, pessoas e sabores. E que é justamente isso que o torna tão rico. Flávia e o bolo de chocolate é o terceiro livro infantil de Míriam Leitão, autora também de A menina de nome enfeitado.

 

Resenha Trindade Leprechaun Por Um Toque de Ouro Carolina Munhóz Capa LivroTrindade Leprechaun Por Um Toque de Ouro – Carolina Munhóz

Depois do bem-sucedido O Reino das vozes que não se calam – criado em parceria com a atriz Sophia Abrahão e desde o lançamento na lista dos mais vendidos de ficção nacional da Nielsen – a escritora Carolina Munhóz apresenta Por um toque de ouro, que abre a Trindade Leprechaun, sua primeira trilogia, inspirada nas lendas irlandesas. Ambientado na Dublin contemporânea e protagonizado por uma jovem ligada ao mundo fashion que descobre ser herdeira de uma rara linhagem de seres mágicos considerados guardiões de potes de ouro, Por um toque de ouro é um romance de fantasia urbano e contemporâneo.

 

 

Resenha Palavras Cruzadas Guiomar De Grammont Capa LivroPalavras Cruzadas – Guiomar De Grammont

“A memória encontra aquilo que busca.”  A literatura é o espaço onde a sensibilidade é aliada da memória.  Palavras cruzadas, novo romance de Guiomar de Grammont, é delicado e corajoso não só porque toca no delicado vazio da impossibilidade de registro da vida – e da morte – de muitos desaparecidos políticos da ditadura no Brasil. É ficção que, mais do que se espelhar na realidade, esbarra na sensibilidade de uma vida que precisou lidar com a perda de um familiar nesse período político.

Com mistério, suspense, e revelações apresentadas progressivamente, o livro trata da angústia de uma família que jamais pôde enterrar um de seus filhos.  Em uma leitura contemporânea do drama de Antígona, a jornalista Sofia busca o irmão, Leonardo, desaparecido na Guerrilha do Araguaia. Ela faz entrevistas e investigações e viaja a Cuba e ao local onde a guerrilha ocorreu, tentando preencher vazios para descobrir o que teria acontecido com o irmão.

A narrativa fluida é tecida principalmente através dos relatos de desaparecidos políticos que Sofia vai tendo em mãos. A personagem se confronta com a cruel realidade dos guerrilheiros e seu dia a dia de fome, lutas, medos, anseios, fuga e tortura. Memórias e fantasmas que a todo instante despertam a sombra de tudo o que o irmão pode ter vivido: “Parece um sonho agora, o mato cresce nas picadas abertas. As feridas tornaram-se cicatrizes, irão desaparecer. Como os nomes. Vão sendo esquecidos, pouco a pouco, com o que não queremos lembrar.” E a triste falta de resposta sobre um corpo desaparecido: “As árvores choram e morrem, mas seus corpos permanecem.”

Palavras cruzadas oferece uma narrativa lúcida, histórica, baseada em documentos sobre a Guerrilha do Araguaia e também sensível, literária. Fascina a descrição do desafio da sobrevivência na floresta amazônica em condições limite, sem poder fazer fogo para cozinhar alimentos. É angustiante, mas também impossível não continuar seguindo, como Sofia, os relatos dos guerrilheiros e as próprias divagações da personagem, pois a vida parece ter parado após a morte do irmão, mas nunca para. Sofia e Guiomar alcançam o que suas memórias buscam. E o leitor tem mais um Brasil para desbravar: o da guerrilha rural, tema pouco abordado na literatura brasileira.

 

Resenha O Obstáculo é o Caminho Ryan Holiday Capa LivroO Obstáculo é o Caminho – Ryan Holiday

O que impede a ação favorece a ação. O que fica no caminho torna-se o caminho. As palavras do imperador Marco Aurélio, conhecido hoje como o último dos Cinco Bons Imperadores, são o ponto de partida para o livro de Ryan Holiday, que visa a ajudar o leitor, mais do que superar os problemas do cotidiano, a “virá-los de cabeça para baixo” e transformá-los em oportunidades. Discípulo de Robert Greene, autor do bestseller As 48 leis do poder, executivo e consultor da área de marketing, Holiday buscou inspiração nos ensinamentos de grandes líderes desde o Império Romano para mostrar como tirar proveito das adversidades em qualquer área da vida – pessoal, profissional, financeira – e tornar-se uma pessoa melhor, realizada e bem-sucedida.

 

 

Gostaram dos lançamentos de junho da Editora Rocco? Então comentem aqui embaixo quais desses títulos vocês vão querer ler. Quantos são? Sintam-se à vontade para compartilhar o post com os amigos e dar sugestões. Obrigado pela atenção e até mais!

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JP

JP

Fascinado pelo Mundo de Magia e Bruxaria criado por J.K. Rowling e louco pelos romances policiais de Harlan Coben, JP está realizando seu sonho de criar sua própria biblioteca em casa e agora sonha em publicar um de seus vários projetos já iniciados. É apaixonado por livros e deseja passar essa paixão adiante, tocando as pessoas com sinceridade, diversão e cultura.
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Fascinado pelo Mundo de Magia e Bruxaria criado por J.K. Rowling e louco pelos romances policiais de Harlan Coben, JP está realizando seu sonho de criar sua própria biblioteca em casa e agora sonha em publicar um de seus vários projetos já iniciados. É apaixonado por livros e deseja passar essa paixão adiante, tocando as pessoas com sinceridade, diversão e cultura.

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