Battle Royale (livro)

Resenha Battle Royale Koushun Takami Capa Livro SinopseOi, pessoal! Tudo bem? O post de hoje é sobre o livro Battle Royale, escrito por Koushun Takami. Já fazia um bom tempo que eu estava para ler este livro, mas por algum motivo eu deixava ele de lado. O interesse surgiu quando ouvi dizer que a autora da trilogia Jogos Vorazes, Suzanne Collins, havia plagiado a história Battle Royale ou se inspirado nela, aí li a sinopse e resolvi comprar o livro. Então bora conhecer a história!

Na verdade dá pra resumir muito rapidamente sobre o que se trata o livro. Battle Roayle vai contar a história da classe 9º ano B, da Escola de Ensino Fundamental Shiroiwa, que foi colocada em uma ilha com um único objetivo: matar seus próprios colegas de classe até que reste apenas um, o vencedor.

Sim, eu sei que a primeira comparação que a gente tende a fazer é: “isso é Jogos Vorazes!”. A semelhança é realmente muito grande, mas as histórias, assim como têm seus pontos de semelhança, também têm aqueles que diferem bem uma da outra.

Podemos dizer bem entre aspas que é “ao acaso” que uma sala é escolhida para participar deste Programa, principalmente o Programa que vamos acompanhar durante este livro. O Programa é de conhecimento de todos e já acontece há bastante tempo. Para explicar o que é o programa, vou colocar a passagem do livro que fala sobre ele:

“Simulação de batalha instituída por razões de segurança e conduzida pelas Forças Especiais de Defesa da Nossa Nação. Oficialmente conhecido como Experimento Militar do Programa Nº 68. O primeiro Programa foi realizado em 1947. Anualmente, cinquenta alunos do nono ano de escolas de ensino fundamental são selecionados aleatoriamente (antes de 1949, quarenta e sete alunos eram escolhidos) para a execução do Programa e coleta de dados estatísticos. O experimento em si é simples. Os colegas de turma são forçados a lutar entre si até que reste apenas um sobrevivente, e os dados – inclusive o tempo despendido – são analisados. Ao sobrevivente final de cada classe (o vencedor) é assegurada uma pensão vitalícia e um cartão autografado pelo Supremo Líder.”

Bom essa é uma explicação do Programa encontrada na Enciclopédia compacta, compilada pelo governo da República da Grande Ásia Oriental. Temos também uma parte de um discurso do Supremo Líder que diz o seguinte:

[…] o experimento do Programa Nº 68 é absolutamente necessário. Sem dúvida, lágrimas de sangue me sobrevêm ao imaginar a vida de milhares ou dezena de milhares de jovens ceifada ainda aos quinze anos. Porém, se a vida de cada um deles servir para resguardar a independência dos cidadãos de nossa nação com seu arroz abundante, não será possível afirmar que o sangue por eles derramado e sua carne se assimilarão à linda terra de nossa nação transmitida até hoje pelos deuses e nela continuarão a viver pela eternidade? […]

No Programa que vamos acompanhar, da turma B do 9º ano, existem 42 alunos. Tudo começa com eles em um ônibus, que eles acreditavam que estava levando a turma para uma excursão. Só que na verdade eles estavam sendo levados para uma ilha, onde seria realizado o Programa. 

Ainda no ônibus, os alunos caíram no sono por causa de um gás que foi liberado lá dentro. Em seguida, o motorista que estava com uma máscara de oxigênio, continuou seu caminho para a ilha onde o Programa seria realizado. Enquanto isso, as famílias dos estudantes começavam a ser notificadas que seus filhos faziam parte do Programa que estava acontecendo naquele ano. Alguns pais simplesmente abaixavam a cabeça, pois sabiam que nunca mais veriam seu filho, outros ficavam revoltados com esse tal de Programa e acabavam morrendo por irem contra o seu governo e, se tivessem sorte, ficariam apenas inconscientes após uma surra de cassetete, mas eu duvido muito que tivessem essa sorte.

Dentro da sala de uma escola, que fica em uma ilha que foi evacuada especialmente para a realização do Programa, os estudantes começaram a acordar em cadeiras escolares sem entender muito bem o que estava acontecendo e nem o porquê de terem uma coleira de ferro em seus pescoços. Mas após um tempo, alguns já começavam a se dar conta da realidade. Então Kinpatsu Sakamochi entra na sala e dá uma explicação: A classe de vocês foi escolhida para o Programa deste ano.

Sakamochi explica as regras (já conhecidas pelos estudantes): “Tudo o que têm que fazer é matar uns aos outros. Não há restrições quanto a isso.” Os alunos tiveram que sair da escola um por vez em um intervalo de 2 minutos. Antes de sair, cada aluno recebeu uma mochila com um kit de sobrevivência que continha água potável, comida e uma arma (cada mochila trazia uma arma diferente, poderia ser uma faca, um garfo, uma carabina, uma submetraladora…eram 42 armas diferentes).

Na mochila também vinham um mapa da ilha, uma bússola e um relógio. Isso porque de seis em seis horas, seriam anunciados os estudantes que morreram e os quadrantes proibidos, lugares em que não seria mais permitida a presença de nenhum estudante. Caso entrassem no quadrante proibido, a coleira explodiria. Não seria possível fugir pelo mar, pois barcos monitoravam a costa e estavam autorizados a atirar caso algum estudante tentasse fugir. Uma outra coisa é que se em 24 horas nenhum estudante morresse, um computador acionaria os dispositivos de todas as coleiras, explodindo-as, mesmo que isso fizesse que este Programa acabasse sem um vencedor.

E é basicamente isso. Acompanharemos várias perspectivas de vários personagens, alguns tentando planejar uma fuga da ilha e do Programa e outros planejando a morte de seus amigos de sala de aula. É assustador e impressionante como tudo acontece e como a história se desenvolve. Ela te prende até o fim. Fiquei um pouco perdido no começo e ainda tinha que me familiarizar com os nomes em japonês, mas rapidamente já sabia quem era quem e segui com a leitura.

Sobre a acusação de Suzanne Collins ter plagiado a história de Battle Royale, como eu disse, a semelhança é grande, mas também tem seus pontos que diferem bem uma história da outra. E pelo o que eu já li a respeito, Suzanne diz que quando teve a ideia para escrever Jogos Vorazes, não conhecia Battle Royale, ficou sabendo depois de ter finalizado o primeiro livro porque as pessoas comentaram sobre a semelhança. Ela até quis ler o livro, mas seu editor (acho que foi o editor) a proibiu, dizendo que era melhor não, pois poderia influenciar na história que ela ainda estava escrevendo. Já faz um tempo, então não lembro em qual site foi, mas li que Suzanne Collins teve a ideia de escrever Jogos Vorazes enquanto zapeava pelos canis de sua televisão e passou de um canal que mostrava um reality show para outro que passava uma reportagem sobre guerra (no Iraque, se não me engano). Então ela juntou uma coisa com a outra e virou Jogos Vorazes. Faz sentido né?

Minha avaliação:

A avaliação de vocês:

 

Enfim, pessoal, é isso que eu tenho por hoje para vocês. Eu espero que vocês tenham gostado da dica de próxima leitura. Eu gravei um vídeo sobre Battle Royale para o nosso canal, então acompanhem o CPL pelo YouTube também e se inscrevam! Vejam o vídeo abaixo:

Eu já estou com o filme que foi baseado no livro Battle Royale e também com o mangá. Assistirei ao filme e lerei o mangá e contarei para vocês mais pra frente o que eu achei. Muito obrigado pela atenção, um grande abraço e até o próximo post.

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Especificações Técnicas

Especificações técnicas:

ISBN: 852505612X

ISBN-13: 9788525056122

Idioma: português

Encadernação: Brochura

Edição: 1ª

Ano de Lançamento: 2014

Número de páginas: 664

Editora: Globo Livros

Fonte: Livraria Cultura 

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Fascinado pelo Mundo de Magia e Bruxaria criado por J.K. Rowling e louco pelos romances policiais de Harlan Coben, JP está realizando seu sonho de criar sua própria biblioteca em casa e agora sonha em publicar um de seus vários projetos já iniciados. É apaixonado por livros e deseja passar essa paixão adiante, tocando as pessoas com sinceridade, diversão e cultura.
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2 comentários em “Battle Royale (livro)

  • 5 de abril de 2016 em 14:34
    Permalink

    Leia o mangá, leia o mangá e leia o mangá! A leitura é sem dúvida chocante e aterrorizante, mas ver as imagens em si deixam você muito mais impactado! Parabéns pela resenha! O site de vocês é meu favorito ever nesse mundo de resenhas!

    Resposta
    • 5 de abril de 2016 em 19:54
      Permalink

      Oi!! Tudo bem?
      Uau, vou ler sim! Outras pessoas também me indicaram o mangá depois que eu comentei sobre o livro.
      Muitíssimo obrigado pelo seu comentário, pela sugestão e pelo elogio =) Fiquei muito contente!!!
      Obrigado mais uma vez! Um abraço
      JP

      Resposta

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