Crave a Marca – Livro 1

Oi, pessoal! Tudo bem? Vim aqui hoje falar para vocês sobre Crave a Marca, o novo livro de Veronica Roth, autora da série Divergente. Este é o primeiro livro de uma duologia, que tem previsão para ser encerrada no ano que vem com o lançamento do segundo e último livro, ainda sem título. Então vamos conhecer essa nova história!

A história

Crave a Marca é narrado pela perspectiva de dois personagens: Cyra Noavek e Akos Kereseth. Eles pertencem a nações diferentes e, mais que isso, inimigas. O povo de Shotet e o povo de Thuve tem uma longa história que vem muito antes de Cyra e Akos terem nascido. Teremos algumas informações de como que as coisas chegaram no estado em que estão agora, mas que talvez (espero) sejam aprofundadas no segundo livro. Enquanto existe uma Thuve pacífica, do outro lado temos uma Shotet violenta.

No planeta onde vivem, as pessoas desenvolvem um certo tipo de dom. Isso acontece quando a pessoa está mais ou menos na pré-adolescência. O dom que cada um desenvolve está relacionado diretamente com as experiências vividas e sua personalidade. Por exemplo, o pai de Akos é muito bom em consertar as coisas, isso porque ele tem uma tendência muito grande a quebrar coisas.

Akos mora em Thuve com seus pais, uma irmã, Cisi, e um irmão, Eijeh, ambos mais velhos. A mãe de Akos é um dos oráculos do planeta. Cada planeta tem 3 oráculos. O que é legal ressaltar aqui é que, além desses oráculos terem várias visões de futuros alternativos, eles também conseguem ver o destino de integrantes de determinadas famílias. O destino é diferente dos futuros alternativos porque ele é algo que, independente do futuro alternativo que a visão apresente, permanece inalterado. Podem ter várias visões de futuros alternativos, mas aquele único acontecimento se repete em todos eles. Esses destinos devem ser mantidos em segredo da população, mas em algum momento da vida seu dono saberá o que é.

Cyra mora em Shotet com seus pais e seu irmão mais velho, Ryzek. O pai de Cyra governa Shotet com muita rigidez e é uma figura que poucas pessoas estariam dispostas a desafiar. A família Noavek detém o poder de uma forma, a gente pode dizer, muito injusta e isso faz com que a população se revolte e não aceite a situação em que vive, o que acaba gerando o que a gente pode chamar de grupos revolucionários, que querem tirar os Noavek do poder.

No começo da história vemos que, após voltarem de uma celebração de costume do povo de Thuve, a família de Akos, com exceção de sua mãe, que não estava presente, é surpreendida pela presença de soldados de Shotet em sua casa. Os soldados inimigos matam o pai  da família Kereseth e sequestram Eijeh, levando Akos junto enquanto sua irmã, Cisi, consegue fugir.

Os irmãos Kereseth são levados para Shotet, que agora é governada pelo irmão de Cyra, Ryzek Noavek. Cyra desenvolveu um dom que a faz sofrer muito, em contrapartida, ela também consegue causar muita dor a outras pessoas. Infelizmente ela acabou se tornando uma arma nas mãos de seu irmão, que a utiliza para torturar e a até mesmo matar seus inimigos. Tudo isso serve como demonstração de poder e para que Ryzek pareça destemido para o povo de Shotet. O povo de Shotet tem o costume de marcar no braço uma cicatriz por cada morte que causou, o braço de Cyra é cheia delas, o que indica que ela já matou muitas pessoas, mas entenderemos melhor o que cada marca cravada em seu braço significa pra ela.

Akos desenvolveu um dom que, a gente pode dizer, desativa o dom das outras pessoas quando ele as toca. Mais surpreendente que isso foi Akos ter descoberto que ele falava fluentemente a língua de Shotet sem nunca ter aprendido o idioma, já que sempre morou em Thuve. Como alguém consegue falar um idioma fluentemente sem que nunca tivesse aprendido tal idioma?

Por ordens de Rysek, Akos deverá permanecer com Cyra, pois seu dom consegue fazer com que sua irmã não sinta as fortes dores que seu dom a proporciona. Enquanto para o irmão de Akos, Eijeh, Rysek tem outros planos. Bem maldosos.

Ryzek, Eijeh, Akos, Cyra, todos eles terão conhecimento de seus destinos e alguns deles estão diretamente relacionados. Dizem que não se pode alterar um destino, que, de alguma forma, ele há de se concretizar. Só que os destinos desses membros de “famílias inimigas” parecem perigosos e misteriosos demais, diria até ameaçadores para alguns deles.

Inimigos, Cyra e Akos terão que aprender a lidar um com o outro. Enquanto Akos quer resgatar seu irmão ainda com vida das mãos de Ryzek, Cyra está se preparando para enfrentar um de seus segredos mais sombrios, que envolve a morte de sua mãe e que também explica como Ryzek a tem na palma de sua mão. Não só o destino deles, mas também o destino de Thuve e Shotet, depende das escolhas que eles vão fazer.

O que eu achei

Confesso que toda a novidade e apresentação dessa realidade nova criada por Veronica Roth foi um pouco cansativa no começo. Continuei a ler para ver no que ia dar, mesmo que eu já conseguisse prever algumas coisas que viriam pela frente. Acabou que eu recebi o Endgame 3, Rules of the Game, e deixei Carve the Mark de lado. Por um momento pensei em largar a leitura, achando que não faria falta, mas confesso que a curiosidade e também um pouco de culpa fizeram com que eu retomasse a leitura.

Outra coisa que me fez retomar a leitura, foi saber que Crave a Marca possui easter eggs de Divergente! Quando um livro faz menção a uma outra história, é o que a gente chama de easter egg. Pode ser algo que se passa no mesmo tempo, pode ser um nome mencionado, pode ser uma situação, pode ser um personagem que é avistado ou que até mesmo participa da história de alguma forma…então boa sorte tentando encontrar o easter egg de Divergente em Crave a Marca!

O livro é dividido em quatro partes, mas infelizmente foi só lá pro fim que as coisas começaram a ficar bem mais interessantes. Por algum motivo, a história não conseguiu me cativar como Divergente conseguiu. Neste livro encontrei muito do que já estamos acostumados a ler em outras histórias de mesmo gênero. A história, ou a trama do livro, tem tudo para dar certo, e confesso que escrever sobre o livro me deixou bem mais empolgado do que enquanto eu o lia. Até me pergunto “Ué, mas por que não gostei tanto assim se está sendo bom falar sobre ele?”. Acredito que é justamente o ponto de a história ter o que precisa para dar certo, mas que acabou se perdendo em alguns momentos.

O livro é escrito de uma forma bem cinematográfica e os capítulos, algumas vezes narrados por Cyra e em outras por Akos, tendem a deixar a leitura mais dinâmica pela mudança de perspectiva. Nem sempre eles serão intercalados como Akos-Cyra-Akos-Cyra…terão vários capítulos seguidos com a perspectiva de Cyra, o que também acontece com Akos. E falando nos capítulos, acho que a Veronica perdeu muitas oportunidades de prender o leitor com ganchos estratégicos ao final de cada capítulo. Falo um pouco melhor sobre isso no vídeo, então confiram lá o que eu quero dizer com isso.

No fim das contas acho que essa história pode melhorar ainda. As coisas acabam com revelações bombásticas e que fazem você querer muito o segundo livro. Então agora é só aguardar para saber como será né? A previsão de lançamento da continuação de Crave a Marca é 2018.

Minha avaliação:

A avaliação de vocês:

 

Espero que tenham gostado do post de hoje e não deixem de comentar o que vocês acharam. Lembrando que essa é apenas a minha visão sobre o livro e que eu não tenho a intenção de desmotivar a leitura de ninguém nem de depreciar a obra da autora. Espero mesmo que muitas pessoas gostem da história e que o segundo livro venha dar um tapa na minha cara hahahaha.

Muito obrigado pela atenção, um grande abraço e até o próximo post!

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Especificações Técnicas

Especificações técnicas:

ISBN: 8579803284

ISBN-13: 9788579803284

Idioma: português

Encadernação: Brochura

Edição: 1

Ano de Lançamento: 2017

Número de páginas: 480

Editora: Rocco

Fonte: Livraria Cultura

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JP

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Fascinado pelo Mundo de Magia e Bruxaria criado por J.K. Rowling e louco pelos romances policiais de Harlan Coben, JP está realizando seu sonho de criar sua própria biblioteca em casa e agora sonha em publicar um de seus vários projetos já iniciados. É apaixonado por livros e deseja passar essa paixão adiante, tocando as pessoas com sinceridade, diversão e cultura.
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