Aquele romance de época que vale a pena ler

Uma jovem plebéia de forte personalidade se vê envolvida em tramas políticas de uma forma surpreendente. Será que é possível existir um doce romance em um cenário cheio de tensões?

A História

Sage Fowler, uma garota de aproximadamente 17 anos, perdeu seus pais muito cedo e é acolhida pelos seus tios na belíssima mansão Broadmoor. Muito inteligente, torna-se tutora de seus primos e tenta transmitir a eles a mesma paixão que tem pelos livros e os conhecimentos que eles podem proporcionar. Sente-se pressionada pelo tutor, que quer vê-la casada, garantindo uma vida estável no meio cortesão.

Para isso ele solicita uma avaliação para a casamenteira mais famosa da região: Darnessa Rodelle. Sage, que não quer de forma alguma se casar, comporta-se de forma antagônica aos padrões da sua época, estragando a entrevista. Entretanto, a casamenteira não desiste da jovem e a convida para ser aprendiz de casamenteira no Concordium, evento responsável por garantir ótimas uniões entre as principais famílias do reino de Demora.

Sage e Darnessa, não só responsáveis pelos arranjos matrimoniais, mas também pela escolta de todas as damas que participarão do Concordium, contarão com a ajuda da tropa do capitão Alexander Quinn, que, além de resguardá-las, também atuará em um importante conflito que está se armando. Sage acaba se envolvendo na guerra, indo muito além do seu papel de aprendiz.

O que eu achei

Quando o JP me entregou este livro, vi nele uma ótima oportunidade de finalmente ler um romance de época. A primeira coisa que vemos quando abrimos o livro é um lindo mapa do reino de Demora, que sem dúvida, despertou ainda mais o meu interesse. Entretanto, a leitura no início foi muito lenta, senti dificuldades em me encontrar na história. Acredito que a não demarcação de época e o grande número de personagens e pontos de vista (já que cada capítulo mostra a visão de um deles) contribuiu bastante para que eu levasse cerca de um mês e pouco para engatar a leitura. Quem acompanha a gente no youtube, sabe da minha angústia no Lidos e Lendo de Dezembro. Mas graças ao sensacional plot twist eu consegui engatar e me envolvi bastante com a história.

Quando a Sage se envolveu com um dos soldados eu fiquei meio temerosa de ser só um romance água com açúcar, mas a autora foi muito inteligente na criação dos personagens e esse arranjo foi um dos principais motivos que me fez levar a leitura até o fim. Fiquei um pouco incomodada com a super atenção dada aos soldados e não às damas do Concordium, acredito que a história ficaria mais rica se elas tivessem uma maior participação na trama.

Vi durante as minhas pesquisas que parte da crítica estrangeira comparou a Sage com as personagens da Jane Austen. O pouco contato que tive com os livros dessa autora me faz pensar que não há motivo para esta comparação, já que a Jane Austen inovou por escrever livros nesse estilo em uma época que isso era totalmente impensável. Me parece que as personagens só eram peças de uma ambição muito grande da Jane de quebrar alguns dos tabus de sua época, o que a consolidou como uma grande autora da literatura universal. A Sage é legal, mas tem que comer muito arroz com feijão para ficar pau a pau com a Elizabeth de Orgulho e Preconceito.

A Editora Seguinte já publicou a continuação de O Beijo Traiçoeiro agora no 2º semestre de 2018, sequência que promete um ambiente em guerra e novos desafios para Sage. Espero a opinião de vocês sobre a leitura e quais são as expectativas para essa continuação. Eu to afim de ver a Sage Fowler pegando em armas kkkkk.

Boa leitura!

Caso você tenha interesse no livro:

Especificações Técnicas

ISBN: 8555340497

ISBN-13: 9788555340499

Idioma: português

Encadernação: Brochura

Edição: 1

Ano de Lançamento: 201

Número de páginas: 440

Editora: Seguinte

Fonte: Amazon

Isa

Isa

Superinteressada por história, sonha em utilizar sua futura profissão para melhorar o mundo. Apaixonada por literatura desde a infância, aprendeu com a Coleção Vagalume que o mundo pode ganhar novas cores a partir doslivros que chegam em suas mãos. Acredita também, que a educação e a cultura têm o poder de transformar o mundo.
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